Por Newton Bignotto
Caríssimas,
A primeira vez que tive contato, enquanto autor, com a Editora foi quando fui contatado para fazer o posfácio do livro de Quintus Cícero — Como ganhar uma eleição. Ao buscar na Antiguidade um autor pouco conhecido do público brasileiro, mas que tem muito a dizer sobre a contemporaneidade, compreendi que a aposta da Bazar do Tempo era ser ao mesmo tempo uma casa ligada aos temas mais candentes da atualidade e de tratá-los em profundidade e a partir de abordagens inovadoras. Poucas casas editoriais no Brasil publicaram tantos livros em sua primeira década de existência sobre temas e problemas como a condição feminina, o feminismo, a cultura popular, a literatura, a história brasileira e tantos outros, que constituem o perfil plural e profundo do trabalho da Bazar.
Completar dez anos de existência não é pouca coisa para uma editora. Num ambiente complexo, muitas vezes hostil à liberdade de expressão e de pensamento, é uma vitória sobre o obscurantismo que ameaça conquistas essenciais da modernidade. Os caminhos da cultura explorados pela Bazar em suas publicações enriquecem o panorama editorial brasileiro e o povoam com livros que abrem veredas nas estradas por vezes batidas de um mundo que a cada dia se concentra mais em questões banais do universo vazio das celebridades e da cultura destituída de valores.
Ter tido a oportunidade de me tornar um “autor da casa” é um motivo de orgulho e felicidade para mim. Sinto-me em plena sintonia com uma editora aberta à diferença e comprometida com o rigor e a profundidade dos livros que publica.
Vida longa à Bazar do Tempo!
Newton Bignotto









