Clássicos de Hélène Cixous
O pensamento feminista e literário de uma das pensadoras mais fascinantes da atualidade.
O riso da Medusa
Hélène Cixous
Tradução: Natália Guerrelus e Raísa França Bastos
Ensaio referencial para o feminismo desde sua publicação, nos anos 1970, “O riso da Medusa” se constrói a partir da incômoda ausência de vozes femininas entre tudo o que circula na paisagem da literatura, da teoria e da crítica. Se o mito da Medusa alude à castração da mulher, a um sentido negativo e monstruoso historicamente atribuído a uma falta do falo, este texto de Hélène Cixous evoca a urgência de que as mulheres afirmem sua presença no texto.
“Eu falarei da escrita feminina: do que ela fará. É preciso que a mulher se escreva: que a mulher escreva sobre a mulher, e que faça as mulheres virem à escrita, da qual elas foram afastadas tão violentamente quanto o foram de seus corpos.”
A chegada da escrita
Hélène Cixous
Tradução: Danielle Magalhães, Isadora Nuto, Marcelle Pacheco, Patrick Lange, Renata Estrella e Tainá Pinto
Lançado originalmente em 1976, um ano depois de seu trabalho mais conhecido, O riso da Medusa, este livro reúne oito textos em que o tema da escrita das mulheres é mais uma vez o mote para pensar os caminhos da produção literária, fazendo dialogar diferentes tempos, personagens e gêneros – como o ensaio, o registro autobiográfico, cenas literárias e teatrais –, e criando um engenhoso jogo de sentidos no cruzamento da literatura e da psicanálise.
“A escrita é boa: é o que não tem fim.”
Ayaï, o grito da literatura
Hélène Cixous
Tradução: Flavia Trocoli
Ensaio essencial para os estudos literários contemporâneos, em que Hélène Cixous articula, com força poética e filosófica, a sobrevivência da linguagem diante da perda e da morte. Entre ecos de Sófocles, Shakespeare, Donne, Poe, Proust e Derrida, a autora entrelaça crítica e criação para mostrar como a literatura é capaz de religar os vivos aos seus mortos e dar abrigo ao indizível.
Para a autora, que evoca uma escrita feita com o corpo e a memória, a literatura é uma força maior que a própria vida, onde traduzimos os gritos agudos e breves da realidade e onde as existências permanecem imunes à destruição.
A edição conta com uma série de fotografias e desenhos do artista franco-argelino Adel Abdessemed.
Os três livros formam uma espécie de tríade das investigações de Cixous sobre escrita e literatura que expandiram a maneira como concebemos e compreendemos a expressão literária.
Um mergulho nos clássicos de Hélène Cixous, autora franco-argelina com vasta e importante produção – entre ensaios, teatro e ficção –, e nome incontornável da literatura mundial contemporânea.




