{"title":"80% de desconto","description":"","products":[{"product_id":"a-doenca-e-o-tempo-aids-uma-historia-de-todos-nos","title":"A Doença e o tempo: Aids, uma história de todos nós","description":"\u003cp\u003e\u003ca href=\"http:\/\/bazardotempo.com.br\/pages\/eduardo-jardim\"\u003e\u003cspan\u003e\u003cb\u003eEduardo Jardim\u003c\/b\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm seu mais novo livro, o premiado ensaísta e filósofo Eduardo Jardim (Prêmio Jabuti 2016 Livro do Ano não Ficção) apresenta um ensaio que abarca o tema da aids através do tempo e  as reverberações culturais, sociais e políticas que dela decorreram.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePartindo do pressuposto de que toda experiência, para ter seu acabamento, precisa ser narrada, o autor investiga a viagem do vírus hiv desde seu surgimento, na África – há quase cem anos –, até sua chegada ao Brasil, acompanhando suas repercussões em todo o mundo a partir do momento em que a aids virou uma epidemia planetária e alterou de forma incontornável as relações e os comportamentos sociais.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eComo Eduardo observa, “muito cedo, escritores, cineastas e artistas se interessaram pela aids, tomando-a como tema ou como inspiração.”    Assim, em um diálogo com obras e autores que trataram do tema e de seus contextos, como Joseph Conrad, Octavio Paz e Susan Sontag, o livro analisa em três capítulos, de forma lúcida e sensível, como a aids alterou a nossa perspectiva sobre o tempo e sobre a própria experiência humana.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom uma abordagem ensaística e, em certos momentos, até mesmo pessoal, o livro nos convida a uma profunda reflexão e análise sobre um tema até hoje ainda muito atrelado a preconceitos e sentimentos tais como angústia e medo, porém:\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“O drama da aids não se confina em nenhum gueto. Ele não é condicionado por nenhuma geografia. As perguntas que a aids suscita dizem respeito a todos os homens e referem-se precisamente a nossa mortalidade. Ao perseguir uma resposta para elas vislumbra-se a possibilidade de se reconsiderar o valor da vida.”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“A literatura tem o poder de resgatar o significado dos acontecimentos e, assim, fazer do mundo nossa morada, até mesmo quando ele parece estar fora do eixo. Hoje a situação é muito diferente da que vivemos nos anos 1980. De certa forma, a aids foi desdramatizada, passou a ser uma doença crônica. Uma pesquisa recente reproduz o comentário repetido por muitos jovens: “A aids já não me assusta mais.” Ao mesmo tempo, dados oficiais revelam que o número de casos de contágio pelo vírus HIV tem aumentado de forma significativa, sobretudo entre os rapazes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs perguntas que fizemos no início da epidemia ainda fazem sentido para as novas gerações? Vivemos em um tempo carente de questionamentos? Ou teremos que experimentar outras formulações para dar conta desse novo contexto?”\u003c\/p\u003e","brand":"Bazar do Tempo","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50967452582219,"sku":"9788569924562","price":69.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0891\/4675\/3355\/files\/adoenca_e_o_tempo_5023dfdd-f9b6-45e2-b748-2e21c7f65218.jpg?v=1755687843"},{"product_id":"a-revolta-de-senhora-montjean","title":"A revolta de senhora Montjean","description":"\u003cp\u003e\u003ca href=\"http:\/\/bazardotempo.com.br\/pages\/arlette-farge\"\u003eArlette Farge\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePresa a uma rotina de trabalho no ateliê parisiense do marido alfaiate e aos cuidados dos filhos, após uma estadia de pouco mais de um mês na casa do pai, onde testemunha e experimenta os prazeres e luxos da alta burguesia emergente,\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cspan class=\"a-text-bold\"\u003ea senhora Montjean se revolta\u003c\/span\u003e: não quer mais trabalhar nem cuidar da prole e se lança numa vida vertiginosa. Com muito ruge nas bochechas, passa os dias entre passeios pelos parques e bulevares de Paris, almoços e jantares regados a muita bebida e jogos sexualizados com novos amigos – para desespero do marido, que vê a reputação da família se arruinar, assim como o seu patrimônio. É por meio do diário de um marido perplexo que acompanhamos em detalhes a reviravolta dessa mulher tomada por um irrefreável desejo de emancipação e de ascensão social, seduzida pela vida libertina da aristocracia da época.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNas mãos de Arlette Farge, uma das historiadoras de maior prestígio da atualidade, a saga do casal se transforma em um caleidoscópio através do qual vemos de perto a sociedade urbana francesa de fins do século XVIII, suas relações e mentalidades, que são o prelúdio da Revolução Francesa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan class=\"a-text-bold\"\u003e“\u003c\/span\u003ePor intermédio do que acontece, com grande quantidade de detalhes, se perfilam simultaneamente a intimidade de um casal e, também, a maneira como as classes sociais vivem o seu destino, seja rejeitando-o, procurando dele se afastar, seja aceitando-o por mil razões.\u003cspan class=\"a-text-bold\"\u003e” – Arlette Farge\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Bazar do Tempo","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50967456481611,"sku":"9786584515116","price":72.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0891\/4675\/3355\/files\/a-revolta-da-senhora-monjean-880x1100-1_33f7d91e-3640-4544-b63f-6adba718f932.jpg?v=1773431395"},{"product_id":"elvis-madona-uma-novela-lilas","title":"Elvis \u0026 Madona - Uma novela lilás","description":"\u003cp\u003e\u003ca href=\"http:\/\/bazardotempo.com.br\/pages\/luiz-biajoni\"\u003eLuiz Biajoni\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eEdição comemorativa de dez anos.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eElvis \u0026amp; Madona\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003eé um caso raro de sucesso duplo. Livro e filme marcaram toda uma geração, apresentando a história de amor da travesti Madona e da\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003emotogirl\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003elésbica Elvis, no universo de sonhos, desejos e violência de Copacabana. Ambos arrebataram corações do público e da crítica, e o filme ainda ganhou diversos prêmios em festivais mundo afora.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO enredo engenhoso de Luiz Biajoni – que combina aventura romântica e trama policial – ganha esta edição especial dez anos depois de seu lançamento, com linguagem adaptada aos novos tempos e a mesma força arrebatadora que fez do romance uma obra histórica, decisiva na reinvenção do imaginário LGBTQIA+ no país.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePrefácio de Amara Moira, textos de Marcelo Laffitte, Igor Cotrim e Vilma Costa, e posfácio de Raphael Montes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e“Em tempos tão sombrios, Biajoni reafirma sua ousadia de vanguarda: foi um dos primeiros a fazer literatura gay no Brasil. Mais ainda, escreveu uma história romântica, mas com uma subtrama policial que o coloca no nível de mestres nacionais como Luiz Alfredo Garcia-Roza e Patrícia Melo.” – \u003c\/strong\u003e\u003cstrong\u003eRaphael Montes\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e“\u003cem\u003eElvis \u0026amp; Madona\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003eé livro essencial para quem quer fazer cabeça, coração, mão, pé, sobrancelha e escova progressiva.”  – Laerte\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e“Uma estranha, divertida e quase improvável história de amor” – Ana Paula Maia\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e“Quando Elvis beijou Madona aconteceu uma explosão dentro da minha cabeça. Esse livro vai fazer o mesmo com você!” –  Simone Spoladore\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Bazar do Tempo","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50967471948107,"sku":"9786586719604","price":33.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0891\/4675\/3355\/files\/elvis-e-madona-1_024304b5-bdf0-42ca-bb13-112223e446c3.jpg?v=1755705143"},{"product_id":"golpe-de-estado-historia-de-uma-ideia","title":"Golpe de Estado: História de uma ideia","description":"\u003cp\u003eNewton Bignotto \u003ca href=\"https:\/\/bazardotempo.com.br\/autores\/newton-bignotto\/\"\u003e\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOs golpes de Estado têm marcado a história, da época moderna aos dias atuais, como mostra o filósofo Newton Bignotto neste novo livro, um instigante panorama das teorias que ao longo do tempo investigaram a natureza e o significado dos atos radicais que interrompem o curso normal do poder político regido por leis ou costumes consolidados.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMais uma vez, a análise de Bignotto, autor de\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eO Brasil à procura da democracia\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e(2020), recorre à história das ideias para tentar compreender fenômenos contemporâneos e iluminar o entendimento sobre questões políticas fundamentais. Como ele bem observa, a noção de golpe de Estado é hoje tão popular quanto mal compreendida.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEste percurso histórico, filosófico e político tem em foco diversos autores situados em suas épocas e em face dos acontecimentos que os motivaram a escrever, mostrando como a leitura desses argumentos nos permite estabelecer diálogos e reflexões desde o nosso tempo. O golpe de Estado é, afinal, uma ideia – e não apenas – à espreita.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Golpes de Estado fazem parte da linguagem política e do repertório de ações que estruturaram o mundo moderno e contemporâneo. Conhecer seus meandros e suas formas pode ajudar a combater um mal que não foi expurgado de nossas vidas com o desenvolvimento das forças econômicas e políticas ao longo dos últimos séculos. Se há algo que a história que estudamos demonstrou foi que nações desenvolvidas do ponto de vista econômico não estão livres de governos autoritários nem dos golpes de Estado. Ao contrário, só uma análise ampla da natureza dos golpes de Estado permite compreendê-los e combatê-los em tempos dominados pelas forças do mercado e pela quebra das referências políticas que, no passado, colocavam valores como liberdade, igualdade e bem comum no centro das decisões públicas.” – Newton Bignotto\u003c\/p\u003e","brand":"Bazar do Tempo","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50967478468939,"sku":"9786586719789","price":89.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0891\/4675\/3355\/files\/golpe-de-estado-880x1100-1_a3a2f277-056a-43bc-b52c-76b53e5d0e02.jpg?v=1773665890"},{"product_id":"nao-digam-que-estamos-mortos","title":"Não digam que estamos mortos","description":"\u003cp\u003e\u003ca href=\"http:\/\/bazardotempo.com.br\/pages\/danez-smith\"\u003eDanez Smith \u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePrimeiro livro de Danez Smith publicado no Brasil,\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eNão digam que estamos mortos\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003eé uma obra surpreendente e ambiciosa que, a um só tempo, confronta, louva e repreende os Estados Unidos, sobretudo os Estados Unidos branco, racista e opressor. Uma poesia de assuntos urgentes, que encontra forte ressonância na realidade brasileira, especialmente no que diz respeito à situação de violência à qual a população negra é submetida. “caro número de distintivo\/ o que eu fiz de errado?\/ nascer? ser preto? te conhecer?” – diz o trecho do longo poema “Verão, algum lugar”.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO livro abre com uma potente sequência que imagina a vida após a morte para meninos negros mortos pela polícia, um lugar onde a violência e o sofrimento são substituídos por segurança, amor e longevidade. Com o mesmo vigor e imprimindo uma marca muito pessoal na linguagem poética, Danez aborda temas ligados ao desejo, ao universo queer, à mortalidade – os perigos experimentados na pele, no corpo e no sangue –, e ao diagnóstico positivo para hiv. “Alguns de nós são mortos \/ em partes”, escreve, “alguns de nós, de uma vez.”\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eNão digam que estamos mortos\u003c\/em\u003e, lançado em 2017 nos Estados Unidos, Danez Smith, uma das mais inovadoras e contundentes vozes da poesia norte-americana contemporânea, foi finalista do aclamado National Book Award, na categoria Poesia, e venceu o Forward Prize, na categoria Best Collection.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Refletir sobre o corpo negro em performance é muito importante para se entender este livro de Danez Smith como uma espécie de partitura básica, no sentido de essencial, a partir da qual se abrem múltiplos caminhos no âmbito da cena. E não porque seja desprovida de valor quando lida em silêncio. Apenas destaco o fato de que essa poesia parece nos lembrar, a todo tempo, que por serem organismos vivos, as palavras guardadas nos livros precisam respirar – e aqui é quase óbvia a analogia com a situação das vidas negras em contexto global (e não apenas nos Estados Unidos da tenebrosa ‘Era Trump’), dramaticamente resumida pela frase ‘I can´t breathe’”, destaca Ricardo Aleixo no posfácio.\u003c\/p\u003e","brand":"Bazar do Tempo","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50967483908427,"sku":"9786586719451","price":20.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0891\/4675\/3355\/files\/n_digam_que_estamos_mortos_8aa20ff3-c993-4ae6-b9fd-e64e4e5687f6.jpg?v=1755703030"},{"product_id":"objeto-nao-identificado-caetano-veloso-80-anos","title":"Objeto não identificado - Caetano Veloso 80 anos","description":"\u003cp\u003e\u003ca href=\"http:\/\/bazardotempo.com.br\/pages\/pedro-duarte\"\u003ePedro Duarte\u003c\/a\u003e\u003ca href=\"https:\/\/bazardotempo.com.br\/autores\/pedro-duarte\/\"\u003e\u003c\/a\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e(org.)\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e“\u003c\/strong\u003eCaetano Veloso faz a canção pensar e o pensamento cantar”, escreve o filósofo Pedro Duarte no ensaio de sua autoria que compõe o livro\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eObjeto não identificado: Caetano Veloso 80 anos\u003c\/strong\u003e, organizado por ele. É justamente por ser esse “superastro” que canta, escreve livros, filosofa e compõe músicas que estão no imaginário do país desde que surgiu na cena artística, na década de 1960, que Caetano é objeto desses e de tantos outros estudos sobre a sua obra. Mas não é só isso. Como Pedro Duarte aponta na apresentação do livro, “Caetano permanece o mesmo em mutação”, ou seja, uma fonte inesgotável de deleite e um prato transbordante para a crítica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO livro, então, busca acompanhar o sobrevoo na Terra deste objeto não identificado ao longo de sua carreira. Em seu ensaio “Oração ao tempo”,\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eJosé Miguel Wisnik\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003epontua outros aniversários de Caetano para enfatizar que suas canções são também ensaios e que, a despeito do niilismo melancólico recente, há uma responsabilidade de afirmação expressa no ofertório e na parceria recente com seus filhos.\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eFred Coelho \u003c\/strong\u003eretoma a ideia que Caetano expusera em 1966 de uma “linha evolutiva da música popular brasileira” para pensar seu significado e o papel do próprio Caetano nela.\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eJames Martins\u003c\/strong\u003e, por sua vez, destaca no ensaio “Caetano baiano” a força de seu lugar de nascimento e como ser baiano, no caso de Caetano, define até mesmo um modo de ser estrangeiro.\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eGuilherme Wisnik\u003c\/strong\u003e,\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eJosé Miguel Wisnik\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003ee\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eVadim Nikitin\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003eescrevem sobre “Pólis cósmica e caótica: cosmopolitismo em Caetano”, complementando, com referência à experiência urbana moderna mundial, o papel da Bahia na obra do artista. Uma e outra coisa, ou seja, a Bahia e o cosmopolitismo, são pensados por\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003ePriscila Correa\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003eem “Gosto de Caetano porque ele me desconcerta” em relação com o Brasil desde o Tropicalismo e depois, empregando aí os conceitos de política da cultura e de política da canção.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA psicanalista e ensaísta\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eMaria Rita Kehl\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003eapresenta uma leitura sobre “O desejo nas canções de Caetano Veloso”, analisando suas relações com o sujeito pensado pela psicanálise. Já o poeta e tradutor\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003ePaulo Henriques Britto\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003edetalha as operações técnicas e semânticas em uma canção de Caetano, essencial ainda para a questão do desejo, no ensaio “Forma e sentido em diálogo em ‘O quereres’”. Partindo de um verso da mesma canção, o ensaio da professora e crítica\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eSantuza Naves\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e(1953-2012) “Onde queres romântico, burguês” interpreta Caetano como significante da pluralidade cultural, expressando as contradições de seu meio.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo ensaio “Os povos do Tropicalismo – música popular e populismo”,\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eJoão Camillo Penna\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003eé arguto em observar – passando pelo cinema de Glauber Rocha e pela filosofia de Gilles Deleuze – que, “desde que o samba é samba”, este gênero musical tem um poder metamórfico, como se vê na produção de Caetano Veloso. Finalmente, o ensaio “O Brasil no coco de Caetano: afinal, de que seria o Brasil (e a MPB), oportunidade?”, de\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eAcauam Oliveira\u003c\/strong\u003e, chega ao momento atual para analisar\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eMeu coco\u003c\/em\u003e, destacando como a questão racial pode ser surpreendida criticamente ali e como, a despeito disso ou por isso mesmo, Caetano ainda propõe uma obra em que as contradições do país emergem de seu desejo, fazendo de si mesmo uma alegoria.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição traz ainda depoimentos de quatro pessoas decisivas na trajetória do. artista: o grande amigo\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eGilberto Gil\u003c\/strong\u003e, o parceiro\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eJorge Mautner\u003c\/strong\u003e, o filho\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eMoreno Veloso\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003ee a irmã\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eMaria Bethânia\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e– o que confere ao livro, ainda, o sentido de uma homenagem nesses 80 anos de vida.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara o organizador, os textos reunidos mostram a amplitude e a força das canções de Caetano ao longo do tempo, escapando a todas as fórmulas prontas, combinando prazer e reflexão. “Os 80 anos não fazem de Caetano só passado tradicional, mas um presente inquietante e uma interrogação futura: sobre si, nós, o Brasil e mesmo o mundo.”\u003c\/p\u003e","brand":"Bazar do Tempo","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50967490953547,"sku":"9786584515130","price":82.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0891\/4675\/3355\/files\/objeto-nao-identificado.jpg?v=1755698878"},{"product_id":"pra-que-serve-uma-cancao-como-essa","title":"Pra que é que serve uma canção como essa?","description":"\u003cdiv class=\"titulo\"\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"http:\/\/bazardotempo.com.br\/pages\/adriana-calcanhotto\"\u003eAdriana Calcanhotto\u003c\/a\u003e\u003ca href=\"http:\/\/157.245.9.223\/inove\/autores\/adriana-calcanhoto\/\"\u003e\u003c\/a\u003e, Eucanaã Ferraz\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e\n\u003cdiv class=\"conteudo\"\u003e\n\u003cp\u003ePara além da canção, há a palavra, a escrita de Adriana Calcanhotto. Letras que se descolam de suas músicas, desdobrando o jogo poético de ritmo, imagens e sentidos. Com mais de 10 discos lançados, além de uma obra dedicada às crianças, sob o heterônimo de Partimpim, as letras de Adriana começaram a ser compostas a partir do fim dos anos 1980 e já atravessam mais de 25 anos em um processo de afirmação de uma linguagem – e de grande reconhecimento de crítica e público.\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e","brand":"Bazar do Tempo","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50967500325195,"sku":"9788569924098","price":72.0,"currency_code":"BRL","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0891\/4675\/3355\/files\/pra_que_serve_uma_cancao_f34270fd-e70a-416a-aacd-b89ed51b4b64.jpg?v=1755687842"},{"product_id":"um-grande-dia-para-as-escritoras-autoras-do-brasil-mostram-a-cara","title":"Um Grande Dia para as Escritoras - Autoras do Brasil mostram a cara","description":"\u003cp\u003eDeborah Goldemberg, Esmeralda Ribeiro, Giovana Madalosso, Paula Carvalho, Sony Ferseck (Org.)\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm livro que celebra as mulheres brasileiras que escrevem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSão 53 fotografias reunindo mais de 2300 escritoras brasileiras em diversas cidades do Brasil e também do exterior. O livro é um registro coletivo do movimento Um Grande Dia para as Escritoras, que se alastrou pelo país a partir de junho de 2022 convocando as escritoras de todo o país a se apresentarem e se juntarem em imagens históricas. A ideia do projeto nasceu inspirada pela foto Um Grande Dia no Harlem, quando, em 1958, a convite da revista \u003cem\u003eEsquire\u003c\/em\u003e, o fotógrafo Art Kane resolveu registrar a efervescência da cena do jazz estadunidense convidando todos os músicos que estivessem em Nova York para uma foto. Cinquenta e sete músicos apareceram, dando origem a uma imagem que se tornou emblemática, um registro histórico da era de ouro do jazz. Olhando a imagem, a escritora Giovana Madalosso pensou: por que não fazer o mesmo com as escritoras do Brasil?\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA proposta movimentou cerca de 50 cidades brasileiras, entre as quais Macapá, Goiânia, Cuiabá, Arcoverde e Bodocó (PE), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS), há também registros feitos no exterior, caso de Lisboa, Londres, Zurique e até Tallin, na Estônia, e Jujuy, na Argentina. Algumas cidades também tiveram mais de uma foto, caso de São Paulo, em que escritoras negras tiveram a iniciativa de fazer um registro no bairro do Bixiga. No Rio de Janeiro, houve também um segundo registro, no Theatro Municipal, com a presença da escritora Eliana Alves Cruz parte de um grupo de escritoras negras da cidade. No Rio de Janeiro, houve ainda uma imagem feita na comunidade da Rocinha.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO livro, organizado coletivamente, traz depoimentos de escritoras de todas as cidades – incluindo Eliana Alves Cruz, Cida Pedrosa, o coletivo Flores de Baobá, Nara Vidal, Beatriz Borges, Cristiana Rodrigues, Aline Cardoso, Lívia Machado, Lulza Mussnich, Paula Gicovate, Karine Vasconcelos, entre outras – e textos das organizadoras e escritoras Giovana Madalosso, Paula Carvalho, Esmeralda Ribeiro, Sony Ferseck e Deborah Goldemberg, antropóloga que fez uma pesquisa com as participantes das fotos e escreveu a partir da compilação de respostas. As fotos foram publicadas em ordem cronológica, a partir do dia em que foram feitos os registros. O primeiro registro, por exemplo, foi feito em Salvador, na manhã de 11 de junho de 2022, antes da foto que originou todo o movimento, feita no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, em 12 de junho de 2022, no âmbito da primeira edição d'A Feira do Livro, organizada pela revista \u003cem\u003eQuatro Cinco Um\u003c\/em\u003e. Já a última foto registrada até o momento aconteceu em 11 de fevereiro deste ano, em Itanháem, no litoral paulista.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm dos principais destaques do livro é apresentar o nome de quase todas as escritoras que participaram da foto nas suas respectivas cidades, que foram listados em ordem alfabética. Essa tarefa árdua ficou a cargo da jornalista Jess Carvalho, que, ao longo de cinco meses, conseguiu identificar quase todas as mulheres que estiveram presentes para o registro fotográfico. É uma espécie de raio-X inédito da produção feita por mulheres no Brasil (e de brasileiras vivendo no exterior) que, antes, se mantinha invisível para o mercado literário.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA edição conta com uma sobrecapa especial com todas as fotografias do livro e os nomes de todas as escritoras presentes. A sobrecapa também pode ser usada como um pôster, com a frase: Uma escritora puxa a outra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO livro é dedicado a todas as escritoras que não puderam, por motivos diversos, estar nas fotos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e___\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Ouso dizer que é dessa literatura ainda pouco conhecida, feita com resiliência, paixão e fúria, que surgirá uma nova estética e o ar tão necessário para que a arte se reinvente de tempos em tempos.” –\u003cstrong\u003e Giovana Madalosso\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Se a própria história não reconhece as escritoras, como querer então que nós próprias nos reconheçamos como tal? Quem sabe ouvindo todas essas mais de 2.302 mulheres que participaram das fotos e as tantas outras que não puderam estar presentes, eu acabe me convencendo, assim como muitas delas, de que sou e de que somos escritoras.” –\u003cstrong\u003e Paula Carvalho\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Participar do evento Um Grande Dia para as Escritoras em Roraima foi como ter feito parte de uma grande roda de parixara, dança feita por mulheres que dão as mãos e fazem os dias girarem novamente, os corações e espíritos se aquecerem, os dias se iluminarem como os raios do sol, a Grande Avó Wei, que não se pode deter.” – \u003cstrong\u003e Sony Ferseck\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Sabe, Maria Firmina, ainda no século XXI, quebramos o conceito da representação ser responsabilidade de uma única mulher preta, porque isso nos sufoca, nos molda e também nos silencia. Tenho voz, temos vozes e queremos falar, gritar, esbravejar, amar, sussurrar. Se queremos ir rápido, vamos sozinhas. Quando queremos ir longe, vamos acompanhadas” – \u003cstrong\u003eEsmeralda Ribeiro\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Eu acredito que a simples união do eu feminino à literatura muda a literatura, não apenas a que virá, mas a que já havia sido escrita, a que até pouco tempo atrás nos descreveu, teorizou, inventou, prescreveu. Mas agora o tempo é outro. A literatura é e será cada vez mais outra. Cada vez mais escrita por mulheres.”  – \u003cstrong\u003eNatalia Timerman\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Ser escritora no Brasil, e em boa parte do mundo, carece de sentido coletivo. Trata-se de uma profissão sorrateira (se é que dá para dizer que é profissão!), cujas aptidões se manifestam cedo e, quando não dá mais para esconder, causa espanto.” – \u003cstrong\u003eDeborah Goldemberg \u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Bazar do Tempo","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50967526998347,"sku":"9786584515437","price":95.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0891\/4675\/3355\/files\/um-grande-dia-para-as-escritoras-1_c31bea9b-5aa5-4a00-ad4d-68a1864c7916.jpg?v=1755693640"}],"url":"https:\/\/www.bazardotempo.com.br\/collections\/80-de-desconto.oembed","provider":"Bazar do Tempo","version":"1.0","type":"link"}